Chef Susan Martha

Olá! Me chamo Susan Martha Breier, moro em Joinville/SC, sou Chef Internacional de Cozinha e Bacharel em Gastronomia, formada pela Univali em 2007.

Desde cedo sempre gostei de comer, adorava ver programas de culinária e me fascinava ver Chefs elaborando comidas sofisticadas na TV.Chef-Susan-Martha-Amor-Pela-Comida-Reeducação-Alimentar-perfil

Quando iniciei a faculdade em 2004 a Gastronomia não era um curso muito popular, inclusive precisei convencer meu pai que achava que seria um desperdício de tempo e dinheiro cursar uma faculdade para aprender a cozinhar.

Na faculdade era um prazer a cada aula, eu realmente sou apaixonada pela cozinha e aprender as técnicas clássicas de diferentes culturas gastronômicas me fez abrir a cabeça para novas ideias e conceitos.

Chef Susan Martha na cozinha da Univali em 2005

 

O estágio

 

Eu sempre me esforcei muito durante as aulas, queria sempre apresentar a melhor receita, dentro do tempo, com a melhor aparência e o melhor sabor. Este esforço foi recompensado quando consegui a vaga de estágio referência no restaurante Carlota, comandado pela renomada Chef e apresentadora Carla Pernambuco em São Paulo.

Carla Pernambuco, Chef e Apresentadora – Imagem retirada do site www.arevistadamulher.com.br

Lá consegui observar como um restaurante de alta gastronomia funcionava e como tudo era organizado com perfeição. Me encantava ver pratos harmônicos, equilibrados e cheios de sabor saindo da cozinha para encantar os clientes.

Quando terminei a faculdade não sabia bem o queria fazer, se ia atuar ou não como chef de cozinha. O principal fator para eu não querer atuar era o salário oferecido para quem está iniciando na cozinha, ainda mais em uma cidade que não possuía restaurantes de alta gastronomia.

Foi então que decidi me ocupar com os negócios da família e acabei deixando minha paixão pela cozinha um pouco de lado. O resultado não poderia ser outro, eu simplesmente detestava o que fazia, estava infeliz e desmotivada.

 

O primeiro restaurante

 

Foi então que no começo de 2010 eu tive a oportunidade de reacender minha paixão pela gastronomia e empreender pela primeira vez. No começo de maio deste mesmo ano eu inaugurei junto com meu ex-sócio o Restaurante Gato Mia Espetinhos e senti o peso e a responsabilidade de gerenciar um negócio de alta rotatividade.

Reportagem Jornal ANotícia em 2010

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Foi no Gato Mia que aprendi muitas das lições que me servem até hoje. Quando comecei tinha 24 anos e praticamente zero experiência profissional na área. Foi na marra que percebi como era difícil trabalhar com alimentos, conseguir gerenciar funcionários pouco comprometidos, satisfazer clientes exigentes e fazer com que tudo funcionasse com perfeição.

Eu costumo dizer que o Gato Mia Espetinhos foi minha segunda faculdade, uma época que aprendi o que era trabalhar até a exaustão e ser multi-tarefa. Para conter os gastos era eu quem cuidava das compras e dos orçamentos, da contabilidade, trabalhava como caixa, ajudava como garçonete atendendo as mesas, preparava drinks, servia chopps, desenvolvia novidades para o cardápio, ajudava na cozinha, fazia a social com os clientes e tudo mais que precisasse.

Eu não me importava de trabalhar muitas horas do dia porque estava na área que mais gostava, mas em contrapartida essa foi a época que eu menos cozinhei da vida. Como minha cozinheira era muito boa eu só precisava ensinar as receitas uma vez e depois só entrava na cozinha quando o movimento estava muito grande ou quando faltava a ajudante.

Foi uma experiência profissional que durou 3 anos e foi muito importante para minha carreira como Chef de Cozinha, assim pude vivenciar como é gerenciar um restaurante e assim decidir que nunca mais quero isso pra minha vida.

 

Novas experiências

 

Após a venda do restaurante eu quis ter uma experiência fora do país, mas não queria trabalhar ilegalmente. Foi então que decidi trabalhar em um navio de cruzeiro e após seleção fui escolhida para trabalhar no maravilhoso Costa Luminosa.

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No navio  não estava atuando como chef de cozinha e sim como garçonete, pois a função era melhor remunerada. E após alguns dias de trabalho a única coisa que me passava na cabeça era aquela música que diz: entrei de gaiato no navio, entrei, entrei, entrei pelo cano.

Se eu achava que sabia o que era trabalhar até a completa exaustão eu estava enganada, quando você trabalha em um navio todos os dias, de domingo à domingo, por cerca de 12 horas por dia em pé você descobre o que é não ter forças pra mais nada além de trabalhar, comer e descansar.

Nas duas primeiras semanas eu não consegui nem sair do navio para passear nas cidades portuárias, não tinha forças mesmo, mas nosso corpo consegue se adaptar às mais diversas adversidades e após estas duas semanas de adaptação já conseguia aproveitar as horas de folga vendo as lindas paisagens do Norte da Europa.

Navio Costa Luminosa nos Fiordes Noruegueses

A comida do navio era deliciosa e como essa era minha única alegria comia tudo que conseguia. Nesta época minha compulsão alimentar tomou conta da minha mente, além de toda comida que comia no navio ainda comprava os mais deliciosos chocolates, cookies e muitas latas de batatinhas crocantes.

O resultado não poderia ser diferente, comecei a engordar e em pouco tempo fiquei muito doente. Estava trabalhando muito, dormindo pouco, me alimentando mal e sentia que meu corpo estava pedindo socorro. Para piorar a situação tive uma pedra que desceu do rim e se alojou na saída da bexiga, causando uma infecção urinária de grau máximo.

O atendimento médico a bordo não é dos melhores, não existem máquinas para realizar exames mais específicos e os antibióticos e antinflamatórios já não surtiam efeito. Eu lembro de tomar os remédios que o médico me receitou e mais todos os outros analgésicos que tinha levado comigo. Um verdadeiro cocktail de remédios.

 

O retorno

 

Quando não aguentei mais pedi para encerrar o contrato e isso causou um grande impacto, pois tinha em minha mente uma programação que não consegui realizar e assim fiquei deprimida, desorientada e muito decepcionada.

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Voltei ao Brasil e o médico explodiu a pedra que estava me causando a infecção e assim em algumas semanas já estava melhor. Apesar de ter recuperado minha saúde estava completamente perdida, não sabia mesmo o que ia fazer com a minha vida e acabei descontando na comida e na bebida. O resultado foram quilos extra na balança e com isso mais depressão.

 

De volta ao Brasil

 

Após um período de adaptação pós navio eu resolvi que deveria atuar na área que me formei e então fui contratada pela primeira vez na vida como Chef de Cozinha do Frankfurt, um café descolado que servia uma comida saborosa no centro de Joinville.

Lá pude exercer de fato minha profissão e logo minha paixão pela gastronomia voltou mais forte do que nunca. O cardápio do café era enxuto, saboroso, exclusivo e agradava os clientes mais exigentes.

Sanduíche de Pernil cozido lentamente acompanhado de Chutney de Abacaxi, Aïoli e Queijo Muçarela

 

Novos rumos

 

Apesar de amar trabalhar como chef sabia que esta etapa da minha vida seria apenas uma transição, um tempo para poder decidir o que de fato faria com a minha vida. No começo de 2014 e após 3 meses de trabalho eu já estava decidida que queria montar um novo negócio, sentia que ficar trabalhando como funcionária de segunda a sábado não era a mesma coisa que tomar conta do meu próprio negócio.

Foi então que tive a ideia de trabalhar com alimentação saudável e assim convidei minha grande amiga e nutricionista Rafaela da Silva para ser minha sócia em uma empresa de congelados saudáveis.

Após a experiência como dona de restaurante eu sabia que precisávamos nos organizar e planejar tudo muito bem antes de abrir as portas para evitar prejuízos e assim defini como meta que precisávamos de um ano e meio de planejamento.

Eu continuava trabalhando no Frankfurt e ela atendendo no consultório, mas nós sempre nos encontrávamos 1 vez por semana para bolar ideias, aprimorar conhecimentos e pensar em toda a estratégia para podermos inaugurar nossa empresa.

 

A virada

 

Foi nessa época e com a orientação da Rafaela que comecei a cozinhar sem glúten e sem lactose. No começo era bem confuso, porque apesar da minha base culinária clássica pouca coisa foi vista sobre intolerâncias alimentares enquanto estava na faculdade.

Como meta eu decidi fazer uma receita saudável sem glúten e sem lactose nova todos os dias, foi nesta época que criei meu perfil no Instagram, e encarava estes testes como meu segundo trabalho. Chegava em casa após o trabalho e começava a cozinhar para conseguir bater uma boa foto.

Instagram @amorpelacomida que na época era @chefsusanmartha

 

Eu não entendia muito de fotografia, nem de iluminação e aos poucos fui aprimorando meu olhar fotográfico. Comecei batendo as fotos apenas com o celular e um abajur, depois comprei mais um e por fim adicionei mais uma lâmpada com uma sombrinha difusora.

 

Fotografia de comida

 

Foi nesta época que fiz meu primeiro curso de fotografia e me apaixonei com as novas possibilidades que com o celular não eram possíveis. Também participei de um Workshop em São Paulo com o conceituado fotógrafo de comida Micheo Téo Sin e deste curso surgiu a oportunidade de trabalhar com ele pela primeira vez atuando como Food Styling em um trabalho para a empresa Bem Brasil

Em outra oportunidade pude trabalhar com o Michel novamente como Food Styling para a empresa de panelas MTA. E cada vez que observava um fotógrafo profissional trabalhando ficava ainda mais encantada com as técnicas de fotografia de comida e o resultado final.

O Michel me indicou para outro conceituado fotógrafo Raphael Günther e dessa indicação surgiu a oportunidade de fazer o Food Styling para a parte de Gastronomia da revista Coletiva Mag #6 da Oxford Porcelanas.

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Fotografia em página dupla na Coletiva Mag #6 . Direção criativa da @bespokecontent , fotografia Raphael Günther e produção da @amorpelacomida para a @oxfordporcelanas.

Felizmente na edição #7 da Coletiva Mag eu participei da matéria de Gastronomia, onde fiz o Food Styling de duas receitas selecionadas, e também da matéria que considero mais nobre da revista intitulado Especial Receber. Foi então que tive mais liberdade de criar receitas exclusivas seguindo o briefing passado e assim ficar ainda mais orgulhosa com o resultado final da revista.

 

Nasce o Blog Amor Pela Comida

 

A empresa de congelados saudáveis não saiu do papel, mas destas inúmeras reuniões e planejamentos surgiu minha paixão pela culinária saudável sem glúten e sem lactose e também o meu blog Amor Pela Comida.

Amor Pela Comida - Chef Susan Martha - Reeducação Alimentar - Joinville

 

Foi só depois que eu abracei a Reeducação Alimentar como um estilo de vida é que pude perceber o meu verdadeiro potencial físico e mental. A transição para uma vida mais saudável foi aos poucos, conforme o tempo foi passando aprendi mais sobre nutrição e percebi que não precisava mais ser escrava da minha compulsão por comida. Hoje faço melhores escolhas visando minha saúde, bem estar e longevidade.

Emagreça com Reeducação Alimentar

A transformação

 

Tudo que já aprendi sobre os alimentos e seu comportamento no meu organismo fazem com que eu possa me alimentar de maneira saudável e nutritiva.  Foi só com a informação que consegui vencer a compulsão alimentar e o ciclo vicioso do efeito sanfona.

E tudo isto é para lhe dizer que estou em constante aprendizado para desenvolver novas receitas que permitam que eu possa me alimentar de forma mais saudável e assim produzir um conteúdo exclusivo para o Amor Pela Comida.

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